quarta-feira, dezembro 29

2010

- em 2010 comecei um novo trabalho do qual entretanto já me fartei e no qual já perdi as esperanças. Espero que em 2011, cedo, cedo possa dar novo grito do Ipiranga dali para fora;
- uma amiga divorciou-se e isso aproximou-nos;
- a minha irmã saiu de casa;
- Fui à Comporta pela 1ª x;
- fu a muito mais museus e exposições, sendo que a exposição da Joana Vasconcelos no CCB foi a que mais me tocou;
- o Papa passou na rua onde trabalho;
- descobri dois novos alimentos: o bulgur e o couscous;
- fui a LONDRES :D;
- furei as orelhas;
- fui ao optimus alive;
- e ao super bock super rock;
- fui a Córdoba e a Granada;
- nunca guiei tanto como este ano;
- arranquei um dente do sizo que me azucrinou literalmente o juízo as férias todas;
- fui ao festival Bons Sons em Tomar;
- fiz a minha primeira longa viagem a guiar sozinha;
- fui picada por um super mosquito no Algarve;
- voltei a estudar;
- fui ao casamento de uma colega de liceu;
- fui a casa do sogro e o meu rapaz tb andou mais cá por casa este ano;
- RECEBI FLORES no trabalho;
- a minha cadela foi atropelada;
- faltei ao trabalho 4 x, porque tive doente 3 x este ano,
- comecei a ESCREVER PARA FORA;
- fui a MADRID;
- a minha mãe reformou-se;

Resumindo, 2010 foi um ano importante. e foi um ano com muita música e muita estrada! =)

Que 2011 seja melhor!!

Uma palavra sobre o Bidé




Não sei como é possível que haja quem defenda o fim dos bidés nas casas de banho. São de enorme utilidade. E não me refiro apenas para lavar os pés ou as partes baixas, não.

Ontem, enquanto me vomitava toda, foi ele que me apoiou. Permitindo-me algo tão simples como me sentar enquanto apoiava os cotovelos na retrete e mandava - várias vezes, o filho da puta do almoço pela pia abaixo.

quinta-feira, dezembro 23

Como não falhar os votos para 2011 (VI)

6 - Ainda não é este ano que mudo de visual e faço algo de verdadeiramente diferente ao cabelo.

segunda-feira, dezembro 20

Como não falhar os votos para 2011 (V)

5- Ainda não é este ano que dou o uso devido à minha leica. Muito menos é o ano em que vou tirar o dito curso, ou que aprendo a revelar a preto e btanco.

domingo, dezembro 19





Vamos lá ver uma coisa. Eu até estou numa de comprar uma destas coisinhas aqui em cima, para usar agora na passagem de ano e começar o ano de 2011 com muito glamour, estilo e essas coisas todas. Mas depois é uma chatice ter de explicar a minha mãe, quando isto for para lavar, porque é que se "estava a precisar" de lingerie, não comprei antes uma combinação de algodão fofinho.

Como não falhar os votos para 2011 (IV)

4- Não vou fazer nenhuma viagem em 2011 (bom, este é quase certo que cumpro mesmo, com muita pena minha).

quarta-feira, dezembro 15

Como não falhar os votos para 2011 (III)

3- Vou continuar o ano inteirinho sem mexer a real peida. Nada de fazer coisas pela boa forma física. Nem correr, nem ir finalmente para as aulas de dança, saltar a corda nem pensar e abdominais é uma palavra com significado desconhecido para mim.

terça-feira, dezembro 14

Como não falhar os votos para 2011 (II)

2 - Vou continuar a comer mal. Açucares, refrigerantes, doces, you name it. Começar a cozinhar mais regularmente e bem é para meninos. Ou meninas, vá.

terça-feira, dezembro 7

O amigo oculto

Eu sou um bocado a anti-social aqui do burgo, mas a esta parvoíce do amigo oculto até acho piada. Deve ser porque, à parte do malfadado jantar de natal onde se trocam as ditas prendas ocultas, a coisa não exige grande convívio por aí além.

E acho piada porquê? Por causa das prendas. O que dar? Que partidas inventar? Há aqui raciocínio, lógica, há massa cinzenta a funcionar - ao contrario dos almoços de grupo onde se tenta fundamentalmente evitar os silêncios e o não ter nada para dizer. Bem, e as piadas relativas a quanto se ganha ou deixa de ganhar também.

E o que se dá? O que se recebe? Normalmente recebem-se coisas tão úteis como: sabonetes ou chocolates. Isto na versão simpática, porque depois há a versão não tão simpática, mas muito mais divertida que consiste em aproveitar a oportunidade em causa e a pessoa que nos calhou na rifa para dar os chamados presentes algo inapropriados: "quê, ainda não vestes o 38? mas até te achei mais magrinha, agora que andas no ginásio e tudo"; ou " olha Adalberto, vi este livro de inglês para tótós e lembrei-me logo de ti", ou talvez antes assim: "achei que ias gostar muito deste livro de auto-ajuda, é a tua cara"; e para rematar: "esta camisola angorá cor de rosa choque que encontrei na feira do relógio é super vintage, e vai super bem com aquelas tuas calças cinzentas de veludo, sabes, aquelas que parecem um pijama?".

Ai o natal, o natal.

segunda-feira, dezembro 6




















Ontem foi um dia muito importante. O dia em que pela primeiríssima vez consegui comer sushi com pauzinhos (sem ser com os pauzinhos com elástico, para crianças). E em que devo ter desenvolvido toda uma nova técnica que pôs os olhos dos empregados do restaurante ainda mais em bico. Porque era vê-los a olhar para mim, cheios de inveja, do meu cruzar de dedos e pauzinhos, e num X perfeito conseguir agarrar o sacana do sushi, leva-lo a boca, e não deixar cair.
For-mi-da-ble!!

sexta-feira, dezembro 3

"Tenho horror a pobre"

Se pudesse partia os dentinhos todos da frente ás irritantes das (não sei da onde é que elas são) que se vestem com lenços na cabeça, saias até aos pés, e passam os dias a incomodar as pessoas a pedir esmola. "sinhora uma moedinha, para comprar uma sopa sinhora". e dizemos que não e elas pedincham e pedincham. e põem-se a porta do banco, as chupistas. devem pensar que eu ando a trabalhar e a ganhar miseravelmente para "investir" na pobreza de espírito delas, e a dar o pouco que tenho a quem em troca só me dá chateação. deve ser isso.

quarta-feira, dezembro 1

Tipíco

Tenho teste amanhã e ainda não estudei um cu.
É bom saber que já passaram alguns anos, mas continuo fiel e coerente no que diz respeito ao meu método de estudo.

segunda-feira, novembro 22

De tanto atender telefones no trabalho, no outro dia - quando o telefone tocou cá em casa, quase que me saiu: "Taberna x, boa tarde."

segunda-feira, novembro 15

E ainda há quem não acredite na astrologia...


"No período que vai de 13/11 às 7h13 a 16/11 às 7h52, procure se recolher um pouco mais pois a Lua estará entrando em seu "quarto-crescente", justamente na Casa 3, e isso pode sugerir uma suscetibilidade maior a infecções e doenças. Você estará num momento particularmente vulnerável, inclusive a níveis energéticos, e não convém de jeito nenhum se agitar ou perder noites. Caso você não observe e respeite esta necessidade de recolhimento, pode acontecer da vida se encarregar de um recolhimento forçado, através de alguma doença menor, como gripes, enxaquecas, etc." - fui ao tapete logo no dia 12, à noite. E no sábado de manhã a gripe já me tinha feito um assalto que me deixou k.o. E esta hein??

quarta-feira, novembro 10

That's amore



Desde que namoro com o C., cujo aniversário é um dia depois do meu, que me dá mais gozo pensar no dia dele, no que lhe vou oferecer e como vai ser, do que propriamente pensar no meu aniversário.

segunda-feira, novembro 8

é amanhá que faço 27 anos e não sei bem como é que isto me aconteceu.

ainda no outro dia estava a jogar aquela coisa para se saber com quantos anos se ia casar (chegou a dar-me 15 anos). se ia ser pobre. de que cor ia ser o meu carro, se verde, amarelo, azul ou lilás. e o mais importante, se ia casar com o filipe, o paulo ou o bruno. e agora, de repente, acontece-me isto. tenho 27 anos.

lembro-me perfeitamente de aos 9, achar que aos 15, ia ser mamalhuda e ruiva. aos 5 achava que para além de voar conseguia controlar o clima. cheguei a dar ordens claras ao tempo para que parasse de chover - isto a caminho da escola primária - ainda resultou uma ou duas vezes. aos 8 achava que ia dominar o mundo de tão esperta e gira que era.

agora, ter 27 anos? isso é uma estupidez. ninguém diz que aos 27 é que vai ser, é que vai acontecer. não, ninguém. 27 não é uma idade com saída. os 22, os 24, 25, 28, e depois os 30, são. fora isso, é ano que não sai bem. 27 é uma idade limbo. não é carne nem é peixe.

domingo, novembro 7

Por falar em ginecologistas

Passa-se uma coisa engraçada quando vou ao ginecologista.

Sei bem que se vamos lá é porque se é adulto e sexualmente activo, e para ver se está tudo bem, e etc, mas a verdade é que morro de vergonha dessa capacidade que eles têm de ler as entranhas dos outros. Uma pessoa limita-se a afastar as pernas que para eles é o mesmo que ler a caras ou a luxwoman. " com que então ontem à noite", e " ah, vejo aqui que.. interessante, sim senhora".

Fico para morrer e desfazer-me em polpa de tomate. só me apetece gritar que não. que não fui eu. que nem estava lá. ía lá agora ter sexo sr. doutor?! olha-me o disparate, nem sei como é que isso se escreve, quanto mais.... quantos parceiros é que já tive na vida? essa agora?! óhmessa!! pois se eu sou praticamente virgem. é isso, bem vistas as coisas, noves fora nada, eu ás tantas sou é virgem, isso sim. não uso isto para nada!!

Parece aquele medo da reprimenda das nossas mães quando se sabe que se fez asneira e elas nos gritam bem alto "Oh taberneira, o bibelot novo da estante está partido, foste tu que mexeste nele?". "Nãaaaao mãezinha, juro que nem sequer olhei para ele!!".

E obviamente que não faço perguntas técnicas. Entro. Dispo-me. Visto aquela bata com ar condicionado atrás. Subo para a marquesa. Tento ignorar aquela frase do "agora descontraia. não doi nada". Fico uns minutos sem perceber porque raio não nasci homem. E pronto. Quando dou por mim já estou na cadeira, bem vestidinha e compostinha, e mais que pronta para me ir embora.

É como um carro. Levo a bicha à revisão. Ver se está tudo bem. Como é que está de aderência ao piso, e coisa e tal. Mas nunca faço perguntas sobre updates de software ou grandes problemas com o hardware. Vou antes ao Google. Basta pôr a palavra como antes que ele responde-nos a tudo. E é mai barateiro. A pessoa não tem de largar 90€.

Agora fazer-lhes perguntas. Ah e tal, e se eu fizesse aquilo, ou aqueloutro...Não me parece. Também quem é que confia em gente que ganha a vida a ver vaginas? Eu não. Gente maluca! Cruz credo!

segunda-feira, outubro 25

sexta-feira, outubro 15

Nigella who?


imagem daqui.

Com muita pena minha, deixei de gostar da comida/tempero da minha mãe. Ora, como ainda vivo com ela, caso não queira mesmo comer do que ela faz, não tenho outro remédio senão passar mais tempo entre tachos e panelas. E é se quero.

Ultimamente ando a travar uma luta aqui com o couscous. O malandro nunca fica como é suposto. Ou acerto na textura, mas aquilo não fica a saber a nada. Ou sabe bem, mas fica tipo argamassa pronto a tapar tijolos. Mas ontem não. Ontem estive perto da perfeição. Ficou com óptimo aspecto, e óptimo sabor. Apenas a textura não estava inteiramente no ponto. Devia ter ficado mais soltinho. De resto, chuchu.

Mas não desisto! Não desisto de ti couscous. Ainda te vou conhecer as manhas todas, de trás para a frente!

A Nigella que me aguarde.

sábado, outubro 9

é triste. mas decorei o meu número de telemóvel da seguinte maneira: 9x yx yx yzx. e quando mo perguntam de volta para confirmar se está correcto, mas sem ser nesta forma, eu digo sempre que sim, mas não faço a menor ideia se está ou não. that's me.

quarta-feira, outubro 6

Aos domingos, areias da Ericeira



Recomendo a ingestão de meio saquinho de areias da Ericeira por semana. Fazem maravilhas!

sábado, setembro 18

Profissão?

Desde que acabei o curso, sempre que tenho de preencher formulários a dizer/explicar o que faço na vida ou qual é a minha profissão, sinto-me mais ou menos assim:


segunda-feira, setembro 13

O cagão

em todos os locais de trabalho há um cagão.
o cagão é o tipo que domina - se tiver boa formação, a bela arte do piaçaba.
o tipo que planeia escrever longos romances nos rolos de papel higiénico e conhece todas as juntas de azulejo pela esquadria.
o cagão foi a musa inspiradora de todas as fragâncias brise, desde a fragância brise baunilha, a brise de frutos tropcais, até à mais conhecida, a fragância brise caga e foge.
o cagão é do tipo que não descrimina se é feijoada ou foi salada, tudo transformando em puré - com uma velocidade, consistência e perfeição que deixaria qualquer passe-vite envergonhado.
o cagão é um tipo para quem um peido é mais ou menos a mesma coisa que uma clave de sol. peido aqui, bufa acolá, e é um traque que se lhe dá.
e ele sabe, sim, o cagão sabe, que numa entrevista de trabalho, a seguir ao bling bling, o que realmente importa são as condições de trabalho no wc - se a acústica é boa, se é arejado, se está mesmo ali à mão, e sobretudo, factor imprescíndivel e por vezes eliminatório: se o papel higiénico é de folha dupla, tem aroma ou é colorido.
mas sobretudo, o cagão é um tipo que vê sempre o seu trabalho respeitado. de cada vez que ele caga, cagalhão vai, cagalhão não vem, enquanto a sua obra não se evapora, ninguem se atreve, certamente, a pisar tal território sagrado! é merda com assintaura. é outra coisa.

Ao domingo, os museus



Ontem foi dia de ir até ao CCB, ver esta exposição. Tenho gostado muito de ir até ao CCB.
A exposição da Joana Vasconcelos foi a exposição que mais gostei de ver até hoje museucalogicamente falando. E esta dos gémeos só peca por saber a pouco - são só duas salas, mas está muito boa. Recomendo vivamente.

terça-feira, setembro 7

Ele há coisas..

Como é possível que ainda saiba de cor o número de telefone do ex-namorado de há 7 anos atrás (não, nao gosto dele. sim, tudo resolvido). E me atrapalhe toda com o número do actual (de quem gosto carradas e carradas)??

segunda-feira, agosto 16

Os brasileiros têm uma expressão que utilizam quando querem dizer que as pessoas se dão bem e /ou bastante, que convivem muito, que é:" frequentar". "Flano tal e flano tal se frequentam muito".

Comigo também é assim. Sou muito frequentada. Mas por melgas, mosquitos e todo o tipo de parentes. Desconfio que aranhas também me mordem, sem que daí tenha resultado aquela habilidade simpática de conseguir disparar teias a partir do pulso. Há ainda a possibilidade de serem as formigas que me têm estado a invadir a casa. Ou uma hipótese mais óbvia, as pulgas dos meus gatos.

Não sei. De manhã, quando acordo, a cama está sempre limpa, sem vestígios dos banquetes e festins que por lá se passam. E, enquanto o meu namorado, que é muito maior que eu, e como tal tem muito mais matéria prima para oferecer - acorda sem uma única baba digna de se exibir, a minha realidade é bem diferente. Só hoje contabilizei: três babas na orelha esquerda, mais umas seis no pescoço, e outras tantas aleatoriamente espalhadas entre o dorso e as pernas.

Estou entregue à bicharada.

segunda-feira, julho 19

O meu rabo sempre mereceu rasgados elogios. E a crítica sempre o tratou muito bem. Mas ontem fiquei verdadeiramente orgulhosa dele: foi a primeira vez que provocou um acidente!

Estava eu na minha vidinha, apoiada no carro e dobrada sobre as pernas a limpar a areia dos pés, quando oiço o som seco de um pára-choques a enfiar-se num poste. Espreito por trás do meu dérriere, e vejo ao volante um jovem - ladeado pelo seu co-piloto, sem suspeitar que ao olhar iria receber a sentença de culpada: "uma pessoa distrai-se e é isto"! - vociferou ele, na sua indignação resignadamente bem disposta. E lá seguiu. Amigos como dantes.

Entretanto passei para o banco da frente do carro, e contorci-me o mais que pude para me livrar do bikini e voltar ao soutien. Novo som. Novo condutor. Novo poste. No carro da frente, uma baixa de peso: o espelho esquerdo. Deus o tenha no céu. Mas desta vez, isenta de toda e qualquer culpa. Juro. A aselhice é que lhe levou a melhor.

De qualquer forma, pelo sim, pelo não, achei por bem não voltar a tirar peças de roupa nessa noite.

domingo, abril 4

almoço de páscoa

40 minutos de atraso - isenta de culpa. um pai danado porque o cabrito já tinha esgotado - o pai funciona muito com as glândulas salivares. a mesa virada para a porta, com corrente de ar fresquinha a dar no garganedo inflamado - mesmo como se gosta. a madrinha do ex namorado do sul ali sentada à mesa connosco - uma cena altamente surreal e improvável. uma jóia de moço, diz ela. que não sai à víbora da mãe, a comadre com quem já não se dá. não sabia. que ele está gordo. isso já eu sabia. a amiga solteirona da mãe. a mãe em si. um irmão com um olho negro porque na noite de véspera andou ao pêro na kapital - o resultado salda-se contudo positivo: facturou 3 gajas e agarrou-se a outras tantas. um bife de 3 metros, que não é só a sexta que é santa. a gula também. barulho como música de fundo. graças a deus há televisão. estaciono por lá o olhar e tranco os ouvidos no sótão enquanto deixo o pai fazer queixinhas nossas à madrinha do ex, que não sei onde estava com a cabeça, quando se lembrou de deixar o seu solarengo t2 no estoril para se vir juntar a esta desfuncional família para almoçar. e daí talvez estivesse nisto: as fotografias do último casamento a que foi - anda com elas na mala, como quem não quer a coisa. casamento de uma amiga na casa dos 60's e muitos que recasou com senhor na casa dos 70's e troca o passo. conheceram-se no cemitério - os jazigos da família são um ao lado do outro. está certo. o amor tem destas coisas. fúnebres. e a colectividade tem bailes ao domingo. não frequenta cemitérios com tanta assiduidade, mas para todos os efeitos também está viúva. cá fora, o sol. 20 metros à direita, o primeiro rapaz que beijei - precisamente a 2,50 metros para a esquerda do local onde me encontro. por baixo do coreto, onde, precisamente, a 20 cm da minha cabeça, lhe vi o rabo pela primeira vez. bons tempos esses.

segunda-feira, janeiro 25

Taberneira no mundo dos ultracongelados

Agora que tenho de trazer almoço, a menos que esteja disposta a ver os poucos trocos amealhados pelos dias de labuta, estoirados em pratos de feijoada ou de amêijoas à bulhão pato, - que fazem loucuras pelas minhas papilas gustativas mas causam tragédias no meu porta-moedas, o melhor será doutorar-me em comida ultracongelada e afins.

Sim, o ideal é aproveitar o jantar do dia anterior, mas nem sempre dá. Logo, a ter de gastar, o ideal é que não passe os 2€, vá lá, 2,50€. Assim sendo, tenciono debruçar-me sobre a literatura referenciada para o efeito, entenda-se os prospectos do continente, lidl, mini preço e pingo doce, e sorvê-los como se não houvesse amanhã.

Confesso, contudo, que me assusta a ideia de passar a comer quase em exclusivo lasanhas e cannelonis do lidl, que embora tenham o simpático preço de 1€, irão certamente fazer pulular as células adiposas que vivem confortavelmente no meu rabo e côxas, e que estão a adorar esta coisa de eu agora passar a vida sentada.

Enfim, inquietações de um ex-rabo 34. E de uma eterna carteira xxs, polivilhado de preguiça XXL.

sábado, janeiro 23

não acredito que vou dizer isto...


..mas gostei de sashimi, que é como quem diz, peixe cru.
A minha avó foi raptada. Não sei para onde foi, mas sei que não volta. A velhice não tem por hábito pedir resgates - jamais negoceia o passado, e não garante de todo o futuro.

sábado, janeiro 9

Foi mais ou menos assim...

o meu banho de hoje. mas sem a espuma.
não foi por porno-romantices. nem tentativa de spa caseiro. não, nada disso. foi mesmo porque o candeeiro da minha casa de banho está mais ou menos como as luzes de uma discoteca: liga, desliga, liga, desliga. mas é fofo. gostei. fofo. é.

sábado, janeiro 2

Da praxe

  1. Ganhar o dobro.
  2. Trabalhar o triplo, mas no que gosto.
  3. Dançar - esta já mete nojo!
  4. Viajar - este ano tenho mais 2 sofás lá fora à disposição, não há desculpas.
  5. Fazer uma road trip, pelo país a fora.
  6. Gozar mais a vida.
  7. Pôr médicos em dia.
  8. Tratar das questões pendentes que envolvem os animais cá de casa.
  9. Consolidar alguns rabiscos.
  10. Disciplinar-me - verbo muito difícil de se conujgar.
  11. Comprar a malfadada tv e o aquecedor.
  12. E mimo, muito mimo.